Sábado, Agosto 7

Tem novidade chegando...

Olá, queridos leitores. Gostaria de anunciar uma novidade para vocês. Esse blog vai mudar de endereço para
www.hojeeunaocomprei.com.br. Quem quiser acompanhar tudo, é só ficar ligado no Twitter do Hoje eu não comprei: http://twitter.com/hjeuncomprei. Aguardem! ;)

Bom fim de semana pra vocês! 

Quarta-feira, Agosto 4

Perfil do investidor

Sai no jornal Brasil Econômico do dia 21 de julho: O Banco do Brasil divulgou os resultados de seus clientes no Perfil de Investidor até agora. 63 mil clientes do banco responderam o questionário e descobriu-se que:

12% são conservadores
53% são moderados
35% são arrojados

Os produtos em que eles mais investem são: fundos de ações, fundos multimercados e fundos de renda fixa. É interessante notar que a fatia conservadora é a menor. Isso mostra que o brasileiro está mais educado financeiramente e está correndo atrás de investimentos mais rentáveis. Outro fator que pode explicar isso é o cenário econômico mais estável.
Vale lembrar que os fundos de ações do Banco do Brasil são muito elogiados. Alguém aí investe e um desses fundos e pode compartilhar suas experiências? Deixe seu depoimento nos comentários!

Domingo, Agosto 1

Bolsa de balada na Liba

Essa semana fui apresentar o maravilhoso bairro da Liberdade para a minha amiga Thaizoca. É muito, muito difícil ir lá sem comprar absolutamente nada. Tem o SoGo, que é um shopping cheio de tranqueirinhas legais, a Ikesaki, loja de cosméticos mais completa e barata que eu conheço (ok, empata com a Sumirê), sem contar aquelas lojinhas maravilhosas com docinhos do Japão tipo Pocky.

O SoGo foi o alvo dessa vez. Eu estou precisando de uma bolsa pra ir pra balada - pequenininha, sabe como é? Porque as minhas são meio grandinhas. E eu encontrei esse belo exemplar no andar térreo do Sogo:


O preço? 25 reais. Baratinha, né? É, eu sei. Mas considerando a minha situação financeira, não dá. Eu preciso me concentrar no que é essencial. Então não, eu não comprei a bolsa - mas confesso, foi difícil. E assim que eu conseguir um trabalho, eu vou lá e compro a maldita!

Quinta-feira, Julho 22

Raspando a reserva


Eu conheço muitas pessoas consumistas, e elas não anotam seus gastos, não sabem quanto têm em sua conta no banco e não devem nem imaginar o absurdo que estão pagando de taxas. Elas fogem do problema - claro, é um instinto natural do ser humano. Nós temos a tendência de desviar do que é desconfortável.

Mas eu sei exatamente como essas pessoas se sentem. Estou sem trabalhar novamente - esse ano realmente não tem sido bom pra mim - e fui obrigada a usar minha reserva pra pagar as contas, que estão completamente reduzidas. Estou gastando por mês em torno de 700 reais. Isso inclui gastos com alimentação e transporte (estou em São Paulo), psicóloga, celular, cartão de crédito e lazer (cinema, basicamente). Nem é muita coisa, né?

Hoje eu olhei o meu extrato - eu faço isso com frequência - e tinha 34 reais. Sim, 34 reais. Não to contando com o LIS, hein! E lá fui eu tirar o restinho da poupança. Dói, gente. Eu nem queria ver, na verdade, mas gosto de enfrentar meus problemas - especialmente os financeiros. Pelo menos eu sei quanto eu posso gastar, agora. E não estou desesperada, por incrível que pareça. Claro, eu moro com a minha mãe, isso facilita muito. Sou jovem, tenho tempo. Meu desespero em relação a trabalhar não tem tanto a ver com o salário, mas sim se o trabalho é legal ou não. Isso pode até ser um defeito, mas explico melhor em outra ocasião.

O que eu quero dizer com tudo isso? De alguma forma, é interessante manter um certo controle, saber onde estão os seus limites. Garanto que dá pra se divertir mais ainda - sem peso na consciência por estar gastando, sabe?

E aí, já viu seu extrato hoje? ;)

Terça-feira, Julho 20

Caiu o valor das ETFs

Ok, vocês que não entendem muito de ações devem estar se perguntando o que é ETF. Eu explico. ETF (Exchange Traded Fund) nada mais é do que mais uma forma de investimento em ações. Mas primeiro vou explicar como se investe no mercado de ações.

Primiero é necessário abrir uma conta em uma corretora cadastrada na BMF Bovespa. O custo é zero, é só mandar uma lista de documentos (que nem é tão grande assim) e assinar o contrato. Feito isso, você deve transferir o dinheiro para investimento para a conta da corretora. Sempre haverá o custo do DOC, mas é baixo se comparado aos rendimentos.

Através da corretora, você pode investir de várias formas. As mais comuns são:
- Comprando ações no Home Broker - um sistema que funciona mais ou menos como o Internet Banking. Você escolhe quantas e quais ações comprar.
- Investindo em um fundo de ações da corretora - é só escolher o fundo que mais apetece. Nessa modalidade você não escolhe as ações do fundo.
- Clube de investimento - você também não escolhe as ações, mas como faz parte do Clube, tem algum poder de decisão sobre as ações que podem ser compradas, junto com os outros membros.

Agora sim! O que são ETFs? Eles são um fundo de ações, PORÉM você compra ele através do Home Broker. Ou seja, quando você compra um ETF, você está investindo na verdade em várias ações ao mesmo tempo. A novidade é que a partir de 2 de agosto, o lote-padrão das ETFs será reduzido de 100 para 10 cotas, o que significa que o valor mínimo necessário para investir neste produto diminuirá também em dez vezes. Um lote-padrão do ETF BOVA11, que espelha o Índice Bovespa, passará dos atuais 6.280 reais para 628 reais.

Qual é o objetivo disso? Fazer com que as pessoas físicas, que não têm muito para investir, tenham uma chance de entrar na Bolsa. Vale lembrar que aplicações em bolsa de valores podem ser caras, principalmente por causa dos custos, por isso o recomendável é começar com um valor relativamente alto - alguns falam em R$ 3.000 a R$ 5.000. Com as ETFs, é possível começar com um valor mais baixo. E por isso essa notícia é legal pra gente!

Para entender mais sobre esse assunto, recomendo a leitura desse guia da Revista Exame. Ainda ficou com dúvidas? Comenta aí que a gente tenta responder!

Segunda-feira, Julho 12

Resenha: Pai rico, Pai pobre

Esse livro é um clássico das finanças pessoais. Robert T.Kiyosaki, o autor, tinha em casa um pai que estudou e trabalhou a vida inteira para tentar dar conforto aos filhos - o pai pobre. Robert e seu amigo Mike queriam ficar ricos. Eles tinham 9 anos de idade, e começaram a trabalhar para o pai desse amigo, que tinha uma empresa - o pai rico. Ele compartilha as lições que aprendeu.

A diferença entre ativo e passivo
Quando começamos a controlar o nosso orçamento, o foco fica sempre no quanto estamos gastando. As despesas fixas, variáveis e extras são conhecidas como passivos, porque não geram renda para você. Os ativos, ao contrário, são suas fontes de renda. Salário, bônus, hora extra, freelas... mas além disso, há outros ativos: os seus investimentos. Ações, fundos, títulos públicos... eles geram renda para você. Logo, são ativos. Simples, não?

Pagar-se primeiro
O problema da maioria das pessoas é que elas preocupam-se primeiramente em pagar as dívidas, e se sobrar, elas investem uma graninha. O autor dizia que seu pai pobre pensava exatamente assim, de forma que não conseguia guardar nunca. Pai rico, por sua vez, concordava com a máxima "pague-se primeiro". O que isso significa? Ele quer dizer que você deve ter como prioridade investir em alguma coisa, gerando renda para você mesmo. Isso é mais importante do que quitar suas dívidas. Nem que seja 50 reais por mês, é importantíssimo fazer essa reserva (vocês já devem estar cansados disso, mas a reserva é realmente importante e é por isso que falo tanto dela por aqui).

Imóveis
O livro é da década de 90 e seu autor é americano. Logo, para ele, os melhores investimentos estavam no setor imobiliário. Nem preciso dizer que a crise de 2008 mudou o rumo das coisas, né? Além do mais, estamos no Brasil, onde as coisas são diferentes. Nossos impostos são muito mais altos e estamos em um momento de aquecimento desse mercado, o que significa que os preços estão lá em cima. Não é boa hora para investir em imóveis. 

Educação financeira
O assunto que permeia o livro inteiro é esse: as pessoas são pobres porque a educação financeira não é ensinada nas escolas e tampouco é passada de pai para filho - a maioria dos pais também não sabe lidar com o dinheiro. Logo, o mais importante não é realmente ter dinheiro, e sim inteligência. Para ele, gastar tempo e dinheiro em um curso é um dos melhores investimentos que se faz, porque só com inteligência você identifica oportunidades.

Recomendo o livro, destacando apenas a ressalva de que é uma outra realidade. Mas as lições servem para qualquer um que queira aprender mais sobre o assunto. A meu ver, o correspondente brasileiro de Pai Rico, Pai Pobre é o básico porém essencial Investimentos, do Mauro Halfeld - prometo resenhá-lo também por aqui em breve!

PS: Quero agradecer a todos que comentaram nos posts sobre o caso do Márcio. Assim que ele se decidir, conto pra vocês o desfecho da história! ;)

Quarta-feira, Julho 7

Carro é investimento? - Parte 3

O assunto tá bombando! Porque o blog também é utilidade pública! Quero agradecer imensamente a todos vocês que passaram por aqui - li os comentários um por um. É interessante ver que o fator pessoal é algo muito forte. Tem muita gente que quer porque quer um carro novo. Pode não ser investimento, mas é um sonho, e a gente precisa respeitar os sonhos das pessoas, certo?

O Márcio passou por aqui de novo. Reproduzo aqui a nova dúvida dele em relaçção ao consórcio:

Oi pessoal. Nossa, estou surpreso com o agito em torno do assunto. Bom, vou falar o que absorvi e o que acho que vou fazer. Minha ideia é investir algo em torno de 1500 por mês a partir de agosto. Terei então, em dezembro, 7500 e mais um pouquinho (se colocar na poupança).

Não fui convencido da ideia de comprar um carro antigo. Acho que no máximo de 3 anos pra cá. Mas realmente o custo-benefício é melhor se comprar um semi-novo e não um zero.

Achei a proposta do consórcio interessante, pq poderia pagar os 500 da parcela e botar os outros 1000 na poupança e, em dezembro ou janeiro dar um lance de uns 5 ou 6 mil.

E pelo que sei, quando se é contemplado num consórcio você não recebe o carro, e sim uma carta de crédito no valor do carro. E pode, se for o caso, dar essa carta de crédito como parte do pagamento de um bem com valor maior. O que não sei é se só se faz consórcio de cartas de crédito no valor de bens específicos, como carros zero. Seria mais interessante fazer um consórcio de uns 20 mil, e não de 25 a 30 (valor do uno zero). Assim daria pra tirar um carro com uns 2 anos de uso.

O que acham dessa minha ideia? Alguém sabe esse negócio do valor da carta de crédito do consórcio?

Esmaques
Márcio.

E aí? Aguardo suas respostas! E mais uma vez, obrigada! :)

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